





Atualmente enfrentamos muitas dificuldades na evangelização dos jovens devido à crescente depreciação dos valores morais por parte da própria sociedade. Basta ligar a televisão para ver uma série de programas cujo intuito é buscar incutir em nossas mentes a aceitação da depravação de valores que, para nós cristãos, são essenciais à vida e que deveriam ser preservados. E não para por aí, por todos os lados somos “bombardeados” por esse tipo de investida e como o assunto são os jovens, vamos nos concentrar na Internet!
A velocidade com que as informações são transmitidas vem aumentando a cada dia com a internet e com isso a quantidade de conteúdo disponibilizado na rede hoje é incalculável. Este importante recurso para o nosso desenvolvimento traz muitos benefícios e já é difícil imaginar o mundo sem ele. No entanto essa mesma ferramenta tem seu lado negativo: ela também pode ser mal utilizada. Infelizmente, a internet tornou-se uma porta aberta para os crimes contra a juventude. A rede mundial está cheia de perigos e armadilhas prontas para “tragar” nossos jovens, afastando-os do caminho que o Senhor lhes reservou. Será que nossos jovens estão prontos para enfrentar esse tipo de situação? Nesta entrevista sobre os perigos da internet, vamos conhecer um pouco sobre a opinião de Anah Hortência Moreira Lopes, que é Educadora, Conselheira de Jovens e Adolescentes e Professora de Jovens na Igreja Batista da Liberdade em São Paulo.
VP: A adolescência, quase sempre, é uma fase complicada. O desejo de liberdade começa a aflorar, as amizades mais variadas vão surgindo e eles começam a se achar “donos do próprio nariz”. Este anseio por novas experiências acaba deixando os jovens extremamente expostos às ações do inimigo, que passa a investir cada vez mais pesado contra eles, sobretudo na internet. Até que ponto a liberdade dos filhos adolescentes deve ser “vigiada” pelos pais?
Anah: Todos somos diferentes, porque fomos criados de formas diferentes, culturas e referências diferentes, por isso a vulnerabilidade dos jovens a más oportunidades também varia. Existem adolescentes que aos 14 ou 15 anos conseguem sozinhos filtrar seus acessos. O histórico de formação de cada um é que determina a necessidade maior ou menor de vigilância dos pais sobre os jovens. Ou seja, cada pai sabe a educação que forneceu, por isso deve saber também o limite a estabelecer.
Os filhos devem sim ser vigiados proporcionalmente à sua maturidade e orientados a entender isso como um cuidado e não com revolta, pois não há nada que fique completamente oculto, afinal DEUS TUDO VÊ. Então é só nós jovens pensarmos: O que eu faço na internet que meu pai e minha mãe não poderiam jamais saber? Se for algo terrível que os pais morreriam de desgosto se soubessem, como será que DEUS se sente com isso? – E d’Ele não há como esconder nada.
Porém, essa consciência só tem uma nascente: A boca e a vida dos pais. Se educaram seus filhos permissivamente, dando a eles liberdades precoces e sem referências da vigilância constante do Espírito Santo, seus filhos deverão ser mais vigiados, possivelmente darão mais trabalho e desgostos.
Ao passo que se forem educados entendendo a sua responsabilidade ética e moral dentro da realidade espiritual e forem ganhando liberdade sensata, de acordo com o desenvolvimento de sua maturidade em questões apropriadas e nas proporções corretas, os pais terão mais sossego e os filhos mais segurança. A única recomendação prática que tenho a fazer aos pais é : Não coloquem um computador conectado à internet no quarto de seus filhos. O computador deve ficar na sala, num escritório comum, ou em qualquer outro cômodo no qual haja circulação de toda a família. Se o quarto for o único lugar disponível para o computador, exija portas sempre abertas enquanto a máquina estiver ligada e horários combinados para ficar ligado (na madrugada, enquanto todos estiverem dormindo nem pensar !).
VP: A cada dia que passa surge um novo site de relacionamentos, eles estão em alta, e são uma atração para os jovens. O Orkut, um dos mais conhecidos no Brasil, mas apenas um dos muitos que existem hoje pelo mundo, acumula milhões de usuários, grande parte deles jovens, que muitas vezes expõem informações pessoais sem qualquer critério. Como você vê essa prática?
Anah: O Orkut é uma ferramenta interessante, desde que seja utilizada com a sensatez que já citamos. Reunir os amigos, atualizar os parentes que moram longe com fotos recentes, lembrar-se do aniversário da galera toda no dia certo. Espiar a viagem de férias do carinha ou da menina na qual se está interessado… Até aí… tudo saudável e divertido.
O problema começa, quando as carinhas nos quadradinhos começam a ser desconhecidas, as comunidades começam a expressar sentimentos depredatórios e militâncias burras como: “Bad Girls” , “ A namorada do meu ex me odeia”…
Obs. Chamei de militância burra, campanhas ( que normalmente titulam comunidades de redes sociais) que não dizem nada, reúnem um monte de gente que nunca visita o fórum, mas que faz parte dele para o título aparecer no seu perfil e assim dizer algo sobre si de forma ‘estilosa’, ganhando assim algum status.
È no mínimo burrice tanto participar dessas comunidades, quanto querer ser reconhecido pelo que elas divulgam.
Se expor na internet pra conseguir status (e a razão é essa mesmo… não há outra) além de burro é perigoso. Portanto, quero crer que jovens cristãos que conhecem e respeitam a Verdade, têm em si o bom-senso característico de quem realmente é habitado pelo espírito santo e escolhe com sabedoria suas comunidades (aquelas que realmente tragam assuntos que interessem e que serão visitadas e contarão com sua contribuição) e, sobretudo, utilizem de forma total as ferramentas de privacidade. Apenas seus amigos precisam saber pra onde você foi nas férias, ou que sua família comprou um carro novo. Como já disse… bom-senso e sensatez, também são sinais da presença do espírito Santo na vida de alguém.
VP: Outra grande armadilha do mundo virtual é o fato de alguém poder “ser” aquilo que ele não é, ou seja, a mentira. Esse “recurso” pode acabar virando prática e levar a pessoa a ter sérios problemas, pois como a Bíblia diz: “um abismo chama outro abismo”. Como podemos alertar os jovens a não “cair nessa”?
Anah: A fórmula é a mesma que temos dito até aqui. Com um plus : Amor. Esse item é o principal ingrediente para qualquer educação. Quanto mais a pessoa se sente amada, menos tem vontade de ser ou parecer outra pessoa. Fazer com que o jovem saiba que é amado e admirado, por Deus, pelos pais, pela igreja, pelos líderes o fará ter prazer no que é e não haverá necessidade de ser outra pessoa pra ser aceito, pois os principais núcleos de sua vida o amam como é. Amar e demonstrar esse amor com palavras e atitudes é o melhor remédio para desenvolver o bom-senso, sensatez, o amor próprio e o respeito a si mesmo.
Ao jovem, eu diria o seguinte: Deus o fez e o ama como é. Todos os planos que Deus tem para a sua vida tem o seu rosto, corpo e personalidade. Mudá-los é um direito só de quem os fez. Não está contente com o que você é e quer ser uma pessoa melhor ? Ok. Diga isso ao seu Criador, pois é prazer d’Ele promover melhorias em você. Mas deixe que Ele o faça. Esteja apenas disponível, afinal, os pensamentos d’Ele são mais altos que os seus ;) (Isaías 55:8-9)
VP: Diariamente temos conhecimento de casos de aliciamento de menores ocorridos através da internet, casos de pedofilia e até mesmo o “bullying” já ultrapassou os muros das escolas e invadiu o mundo virtual. No entanto isso parece não aumentar o cuidado dos jovens com sua exposição, pelo contrário cada vez eles se expõem mais. Em sua opinião como os educadores em geral, mas principalmente os pais, devem agir em relação a isso?
Anah: Minha resposta continua a mesma: Amor. No caso do bullying, normalmente quem o pratica, são inseguros, com relacionamentos frustrados. Ele se sente menor e por isso precisa fazer com que o outro se sinta como ele. Quem o sofre, fica no vão entre a consistência da sua formação e o grau de afetação que essa agressão causará (uma coisa depende intrinsecamente da outra). Ou seja, tudo resume-se ao amor : Quem é amado não tem prazer no sofrimento do outro pois aprendeu a amar. Quem é amado sabe o valor que tem e pouco será afetado por atitudes de desamor fora do seu círculo de segurança ( família, igreja, amigos próximos ).
Se for necessária uma atitude enérgica como procurar a escola, ou os pais de um colega dos seus filhos, essa família deve fazê-lo, porém deve também ter a segurança de que em seu lar há harmonia que pode ser compartilhada, mostrada, testemunhada com a outra família. Amor de verdade… não virtual ! Esse amor protege seus filhos, inclusive da pedofilia na internet. Não permita que carência afetiva faça seus filhos acreditarem em mentiras de cretinos na ‘rede’. Ame-os. Ame-os mais !
VP: Jovens são sempre jovens, cristãos ou não, e todos estão expostos a todos esses riscos, mas você acredita que o jovem cristão se encontra mais preparado para essa luta? E qual é o papel da igreja nesse aspecto, ela deve abordar esses assuntos?
Anah: Não tenho dúvidas de que o jovem cristão é mais preparado para enfrentar tudo isso… Ou ao menos deveria estar. Para afirmar isso, a igreja deve abordar esses assuntos, claramente, abertamente, sem ranços e moralismos. Nós temos a Bíblia, orientação do próprio Deus para tratar de qualquer tema.
Amar seus jovens e demonstrar amor por eles é também tratar de assuntos que os afligem e que os tiram de nós. Descaradamente, debaixo das nossas barbas, a internet arrebanha a mente e coração dos nossos, enquanto nós ficamos ainda preocupados com o comprimento do cabelo, piercings e outras bobagens.
Lembrando sempre que a igreja não substitui a família. Os maiores responsáveis diante de Deus pelas crianças são suas famílias (por quem são criados, se não pais, avós, tios, etc…)
VP: Para encerrar Anah, como você definiria para os jovens “Viver a Palavra”?
Anah: Viver na Palavra ( Palavra com letra maiúscula, ou seja , o “Logos” de João 1 definindo o próprio Senhor Jesus : “No princípio era a ‘Palavra’”… ), é dia a dia conhecer essa Palavra (Jesus), reconhecer essa Palavra nos meus momentos cotidianos ( lendo a Bíblia e falando com Ele em oração tanto quanto eu me lembrar de fazer isso) e aplicá-la em tudo sem esperar nada em troca da parte de Deus. Simplesmente amá-lo pelo que Ele é e submeter-se a vontade d’Ele que é Boa, Agradável e Perfeita (Romanos:12:2).
projeto semear 2011

Existe um Deus ideal? Um que atenda aos critérios que muitos de nós considerariam importantes para um Deus? É possível que o Deus descrito na Bíblia seja esse Deus? Se você está curioso, continue lendo…
A natureza de Deus: um Deus que é maior do que nós
A humanidade fez grandes progressos nos últimos anos. Podemos, hoje, viver mais tempo do que nossos ancestrais; voar mais rápido que a velocidade do som e ter acesso ao mundo inteiro a partir de um teclado de computador. Mas enquanto tivemos progressos em algumas direções, parecemos ter regredido em muitas outras. Considere que desde 1960, houve um aumento de 560% de crimes violentos. A taxa de divórcio triplicou. A taxa de suicídio entre adolescentes aumentou 200%. 6.000 pessoas em torno do globo contraem HIV todo o dia. Cerca de 750 milhões de pessoas sofrem de fome crônica.
Infelizmente, a lista poderia continuar. Por exemplo, nas décadas recentes, testemunhamos um número recorde de guerras mundiais. Se a humanidade é o próprio Deus, parece que não está fazendo um trabalho muito bom. Mesmo com uma altíssima tecnologia, ainda temos crime, divórcio, conflitos raciais e fome imposta pelos governos. Desta forma, não seria ótimo ter um Deus que é maior do que a humanidade, um Deus que tem a capacidade de nos levar além de onde podemos ir sozinhos?
O Deus descrito na Bíblia é este Deus: Ele afirma ser o Criador do universo -transcendente, onisciente, todo poderoso, que sempre existiu e é o sustentador de todas as coisas. Ele diz: “Fui eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus; eu dispus o seu exército de estrelas.” (Isaías 45:12)“Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu.” (Isaías 46:9) “Eu sou … o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.” (Apocalipse 1:8)
A natureza de Deus: um Deus que pode ser conhecido pessoalmente
É comum, hoje em dia, pensar em Deus como um tipo de campo de força que existe em todas as coisas. Mas, mesmo se todas as coisas existem e são sustentadas pelo poder de Deus; a cada momento, Deus pode ser muito mais do que isto. Por exemplo, não seria melhor ter um Deus que é como um parente, irmão ou um amigo? Alguém com quem você pode falar e dividir seus problemas; de quem pode receber orientação; com quem pode ter uma experiência de vida? O que há de tão especial em um Deus impessoal, desconhecido e distante?
Apesar de sua grandeza e “alteridade”, o Deus da Bíblia é conhecível, e quer ser conhecido. Mesmo não sendo visível, nós podemos falar com Ele, fazer perguntas e ouvi-lo: Ele nos dará respostas e orientação para a vida. Na maioria das vezes, Ele dá essas respostas e direcionamentos através da Sua Palavra, a Bíblia. Muitos a chamam de a carta de amor de Deus para nós.
Qualquer pessoa pode ter com Deus o mesmo tipo de relacionamento que tem com um familiar bem próximo. Na verdade, aqueles que o conhecem, Ele os chama de filhos, noiva, amigos. Assim, o Deus da Bíblia é tudo menos impessoal. Ele fica zangado ou triste, mostra sua misericórdia, bondade e perdão – é um ser emocional. Ele também é intelectual, tem personalidade e engenhosidade. Podemos conhecer mais do que apenas meros fatos sobre Ele, nós podemos, na verdade, conhecê-lo intimamente como nosso melhor amigo: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro.” (João 17:3)
A natureza de Deus: um Deus que pode compreender a experiência humana
Alguns pensam em Deus como um ser remoto e distante, como se Ele tivesse criado o universo e, depois, deixado-o para que fosse operado por conta própria. Não seria melhor ter um Deus que se envolve com o universo; e especificamente, com o que acontece aqui na Terra? E o que dizer sobre as dificuldades particulares, responsabilidades e desafios com que, como seres humanos, temos de lidar? Não seria melhor ter um Deus que pudesse entender essas coisas, um Deus que de alguma maneira soubesse o que é enfrentar a vida no árduo mundo que Ele permitiu que existisse?
O Deus da Bíblia sabe o que é ser um de nós. Jesus Cristo não foi apenas o filho de Deus, Ele é o próprio Deus, que tomou forma e natureza humana. “No princípio era aquele que é a Palavra [Jesus]. Ele estava com Deus, e era Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.” (João 1:1, 14)
Sobre o filho de Deus, a Bíblia diz: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser.”(Hebreus 1:3) Ele é “a imagem do Deus invisível.” (Colossences 1:15) Ele é o “Deus Poderoso, Pai Eterno”(Isaías 9:6), que foi “encontrado em forma humana.” (Filipenses 2:8) “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Colossences 2:9) E “nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis.” (Colossences 1:16)
Jesus disse sobre si mesmo: “Quem me vê, vê o Pai.” (João 14:9) “Quem me vê, vê aquele que me enviou.”(João 12:45) E: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) Apesar de Ele ser plenamente Deus, Jesus também foi, de alguma forma, plenamente humano. Ele passou fome, dormiu, chorou, comeu. Ele enfrentou todo tipo de dificuldade que enfrentamos e ainda outras. Por isso, a Bíblia diz que Ele não é capaz de não “se compadecer das nossas fraquezas.” (Hebreus 4:15) Ele foi “alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15)
Assim, o Deus da Bíblia não se poupou da dor, do sofrimento e da maldade no nosso mundo. Ele enfrentou a vida como devemos enfrentar. Na verdade, ele teve uma vida muito humilde enquanto permaneceu neste planeta. Ele nasceu em um lar pobre, não foi bonito, sofreu preconceito e ódio, foi mal compreendido até mesmo pela própria família e amigos e foi executado de acordo com a lei.
A natureza de Deus: um Deus que realmente se importa conosco
A maioria de nós que ser aceita e amada. Queremos que as pessoas realmente se importem conosco, e não somente através de palavras superficiais. Queremos que seu carinho e respeito sejam provados em suas ações. Não seria a mesma verdade também a respeito de Deus? Ou seja, não seria ideal se Deus realmente se importasse conosco e nos desse provas tangíveis desse amor?
O Deus da Bíblia realmente se importa. Ele afirma isso em palavras. De fato, a Bíblia diz que “Deus é amor.”(1João 4:8, 16) Mas, palavras não comunicam cuidado e zelo tanto quanto as ações o fazem. É por isso que o Deus da Bíblia é tão único e impressionante. Ele realmente nos mostrou o quanto Ele se importa conosco: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1João 4:9-10) “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito[v], para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
O Deus da Bíblia afirma ser um ser perfeito e sagrado. “Deus é luz; nele não há treva alguma.” (1João 1:5) Como tal, Ele deseja um relacionamento consigo que seja limpo e puro. Para isso, Deus enviou seu próprio Filho para propiciar a nós um meio de nos tornarmos limpos diante de Deus. Jesus viveu uma vida moralmente perfeita, mesmo assim foi espancado, torturado e crucificado como “pagamento” por todas as coisas erradas que dizemos, fazemos ou pensamos (chamadas de “pecados”). Nesse sentido, Ele morreu no nosso lugar, por nossa causa: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (2Coríntios 5:21) “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade [pecados] de todos nós.”(Isaías 53:6)
Deus se importou tanto conosco que mandou seu Filho para morrer em nosso lugar, pelos nossos pecados. Isso mostra o quanto Deus queria conhecer a gente. Ele estava disposto a fazer o que fosse necessário… Lidar com nossos pecados era necessário. Agora podemos ser plenamente perdoados e começar uma relação com Deus sem nenhuma barreira.
A natureza de Deus: um Deus que tem tudo completamente sob controle
Todos as terríveis coisas do mundo provam que um Deus bom e todo poderoso não existe, certo? Não necessariamente. Mesmo um Deus perfeito poderia permitir acontecerem coisas ruins durante um tempo, como parte de um plano maior. Deus pode saber exatamente o que está acontecendo todo o tempo e só permitir tais coisas, como parte de um grande esquema.
O Deus da Bíblia é este Deus: Ele afirma que nada acontece na Terra sem que Ele permita. Ele é completamente soberano sobre todas as coisas: “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado?” (Lamentações 3:37) “Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada.” (Isaías 46:10) “Mas os planos do Senhor permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações” (Salmo 33:11) “mas o que prevalece é o propósito do Senhor.” (Provérbios 19:21)
Isso não significa, entretanto, que tudo o que acontece é algo de que Deus gosta. Por exemplo, Jesus contou a seus discípulos como orar; nessa oração, uma das frases-chave era: “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10) A vontade moral de Deus é sempre feita no céu, mas não na Terra. Enquanto Deus é soberano sobre todas as coisas, Ele não gosta de tudo o que acontece na Terra. Mas por alguma razão, Ele permite essas coisas de acontecerem (sua vontade permissiva), talvez como parte da liberdade de escolha que temos como seres humanos.
O Deus da Bíblia tem um plano e não descansará “até que Ele tenha completado os seus propósitos.”(Jeremias 23:20) Qual é esse plano? O objetivo final de Deus é viver com as pessoas em um ambiente totalmente diferente do que conhecemos presentemente. Sobre o próximo mundo Deus diz: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Estou fazendo novas todas as coisas!”(Apocalipse 21:3-5)
A natureza de Deus: um Deus que dá significado e propósito à vida
Se você pensar em uma importante tarefa ou projeto que você completou, provavelmente lembrará da sensação de trabalho cumprido que você teve quando tudo foi terminado. É isto que você realmente quer para sua vida: amontoar coisas? Poderia haver um Deus que criou sua vida com propósito e que pode guiar você para viver esse propósito?
Sim. O Deus da Bíblia pode. Ele prometeu que pode fazer nossas vidas terem significado e propósito. Através de uma relação com Ele, nós podemos “fazer boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10) Nós podemos fazer uma diferença positiva na vida dos outros. Nós podemos nos tornar parte do seu plano principal.
O Deus da Bíblia também diz que, em uma relação constante com Ele, Ele pode dirigir nossos passos para assim fazermos aquilo que o agrada, em todo tempo: “reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3:6) Isso não quer dizer que a vida se tornará perfeitamente maravilhosa. Ainda haverá doença, problemas na vida e fracassos pessoais. A vida não se tornará perfeita, mas se tornará mais enriquecedora. O benefício de conhecer Deus, em suas palavras, são: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gálatas 5:22-23)
A natureza de Deus: um Deus que oferece verdadeira realização pessoal
Como amor e aceitação, a maioria de nós quer encontrar plenitude na vida. Parece ser algo semelhante a uma sede interior que deseja ardentemente ser satisfeita. Mas essa sede, mesmo com nossas tentativas, não consegue ser satisfeita por coisas como dinheiro, bens, romance ou mesmo diversão. Por isso, não seria ótimo se existisse um Deus que pudesse satisfazer nossa “sede”, um Deus cuja presença trouxesse um constante nível de satisfação à vida?
O Deus da Bíblia oferece a vida mais plena possível. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” Ele também disse: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede.” Assim, o Deus da Bíblia promete satisfazer aquele anseio interior que nada mais parece satisfazer. (Ele provavelmente nos fez de modo que seja esse exatamente o caso!)
O Deus Ideal
De acordo com a Bíblia, há apenas um único Deus verdadeiro, um único criador de todas as coisas. Mas esse Deus é um Deus ideal. Não podemos desejar que um outro Deus exista, mas mesmo que pudéssemos, porque o iríamos querer? O verdadeiro Deus já é o melhor Deus possível.
Este artigo deu simplesmente uma pincelada sobre como o Deus da Bíblia é. Se você tem o desejo de investigar o caso de forma mais profunda, você pode ler um livro da Bíblia chamado “João”. Se você estiver sendo sincero e se o Deus da Bíblia é real, não faria sentido que Ele se revelasse para você? Ele diz: “Amo os que me amam, e quem me procura me encontra.” (Provérbios 8:17 )”Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.” (Matteus 7:7)
Está pensando em como você pode conhecer esse Deus ideal? Basicamente, começar um relacionamento com Deus é muito parecido com começar um casamento. É preciso uma decisão para entrar nesse relacionamento por vontade própria. Da mesma forma, com Deus, é uma questão de dizer para Ele sinceramente ”eu aceito”.
Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dos mortos três dias depois e está bem vivo hoje. Ele agora oferece nova vida para nós, se confiarmos nele para o perdão dos nossos pecados: “Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:40)
Deus não julga as pessoas com parcialidade. Todos foram criados à sua imagem. Dessa forma, sua família eterna é descrita como “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas.” (Apocalipse 7:9) E nenhum pecado na sua vida pode impedi-lo de começar um relacionamento com Ele. Ele cuidou do problema do pecado na cruz, onde Jesus foi morto. Agora, é uma questão de você depositar sua fé na morte de Jesus, não importando o que você tenha feito no passado.
Uma vez que você começar um relacionamento com Deus, esse relacionamento é designado para durar por toda a eternidade. Mas também é designado a ser um relacionamento vivo e vital hoje, nesta vida, um relacionamento que irá crescer cada vez mais com o tempo. Como qualquer relacionamento, haverá altos e baixos, alegrias e dores. Mas você terá um relacionamento com o Deus que o criou para um único propósito: conhecê-lo.
Você sente Deus tocando o seu coração? Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei.” (Apocalipse 3:20) Se você gostaria de convidar Deus para entrar na sua vida agora mesmo, aqui há sugerida uma oração para guia-lo (o que é importante, no entanto, não é repetir palavras, mas ter um coração sincero):
Querido Deus, confesso que sou pecador. Obrigado por tomar todos os meus pecados sobre si, na pessoa de Jesus Cristo na cruz. Eu quero receber o seu perdão e entrar em um relacionamento pessoal com o Senhor. Eu peço que entre na minha vida como meu Salvador e Senhor, para ser o meu Deus deste dia em diante, e para me tornar a pessoa que o Senhor deseja que eu seja.
Se você gostaria de saber mais sobre como ter um relacionamento com Deus, veja “Conectando-se“. Se você tomou essa decisão, nós gostaríamos muito de saber. Por favor fale conosco. Mande também um e-mail para nós se você tiver qualquer pergunta sobre os temas levantados neste artigo, ou quiser mais informações sobre como conhecer a Deus ou quiser conectar-se a outros cristãos em seu campus.
https://youtu.be/t49K5DodkTk