sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como Vencer a Depressao.


Texto: Salmos 62:1-2
Introdução:
1. Distinção entre o desânimo e a depressão.
a. O desânimo: Uma temporária sensação de desapontamento ou desalento resultantes de um giro de desvantagem dos acontecimentos - tanto material, social, emocional ou espiritual.
b. Depressão: Um prolongado período de desânimo que limita muito, ou mesmo destrói, a habilidade de agir como uma pessoa saudável e feliz.
I. As causas de depressão.
A. Tragédia física (ex: lesão de um acidente automobilístico ou o desenvolvimento de uma doença grave). Observe Lucas 5:31 e Romanos 5:12.
B. Privação da substância material. Mateus 6:11, Mateus 6:21, I Timóteo 6:7-8.
C. Trauma social (ex: abandonado pelo amigo, um amor não correspondido, etc.) Salmo 118:8; II Timóteo 4:16-17. Também considere a providência de Deus.
D. A morte de um ente querido (ex: cônjuge, pai ou filho). Gênesis 25:8; II Samuel 12:23, Mateus 8:11, Mateus 17:03; Lucas 16:9; Lucas 16:16. Nós podemos ser confortados pelo fato de que nosso criador está ciente do nosso sofrimento. Salmo 56:8, Salmo 103:13; II Reis 20:05, II Coríntios 1:3; Salmo 55:22. Perceba que todos os nossos sofrimentos serão removidos no céu. Apocalipse 21:4.
E. Culpa pessoal. Salmo 6:2-7; Isaías 57:20-21.
II. Vencendo a depressão.
A. Recuse a ser auto-centrado. Lucas 23:34.
B. Recuse a focalizar constantemente no negativo. Provérbios 16:24; Provérbios 23:7, Marcos 7:21-23 Filipenses 4:8;.
C. Permaneça espiritualmente ativo. Hebreus 10:25.
D. Busque a companhia de quem vai te levantar um pouco; e não as pessoas com problemas semelhantes (que tendem a levá-lo para baixo).
E. Se recuse a ser constantemente críticas dos outros.
F. Seja realista, não espere encontrar soluções rápidas e mágicas para seus problemas.
G. Lembre-se que você possui mais do que apenas um traço.
H. Aprenda a confiar em Deus, não importa quais sejam as circunstâncias. Provérbios 3:5-6.
Conclusão:
1. Deus quer que você seja feliz.
2. Mostre ao mundo a verdadeira alegria de viver a vida cristã.

Pr Luiz Carlos Santos Quartel Geral Mg

Tadas As Quintas Feiras Palestras Biblicas Em nossa igreja Tema é Como vencer a Depressao.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quando as forças se acabam


Quem nunca se sentiu esgotado? Quem nunca, algum dia, não perdeu a vontade de viver, de continuar lutando pelos sonhos? Acho que todos nós já passamos por momentos na vida que sugaram as nossas forças, que nos deixaram desgastados psicologicamente, espiritualmente, emocionalmente.. etc. Deus conhece o ser humano melhor que ninguém, ele sabe que nós ás vezes vamos precisar ser renovados. E por isso ele providenciou a renovação. É preciso prestar muita atenção neste versículo

Isaias 40:31

Mas os que ESPERAM NO SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

É preciso prestar muita atenção neste versículoele está falando que aqueles que aqueles que ESPERAM NO SENHOR serão renovados, ou seja, esperar no Senhor é a condição imposta para a renovação. Esperar, ás vezes é um processo doloroso. Vou colocar para vocês algo interessante sobre a águia.

A águia é a ave que possui maior longevidade da espécie. Chega a viver setenta anos. Mas para chegar a essa idade, aos quarenta anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos quarenta ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então a águia só tem duas alternativas: Morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cento e cinquenta dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só cinco meses depois sai o formoso vôo de renovação e para viver

então mais trinta anos.

Nao se entregue lute pois Deus está ao seu lado nessas lutas.o projeto semear 2011 tem trabalhado na cidade de quartel geral com o objetivo de tirar vidas da mao do diabo..participe desse projeto mandando um email para luizsantos.ev@hotmail.com com dicas e seu pedido de oraçao que Deus vos abençoe em cristo


Pr Luiz carlos santos


projeto semear 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."


Pastor Luiz Carlos Santos

terça-feira, 12 de abril de 2011


O GRANDE VENCEDOR


Jeová plantou um Jardim no Éden, da banda do oriente, e pôs ali o homem que havia formado (Gn. 2:8). E Jeová deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista e boa para comida (Gn. 2:9). E colocou nesse jardim de delícias a árvore da vida no meio, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Jeová sentia grande prazer em passear nesse jardim maravilhoso às tardes, na viração do dia (Gn. 3:8). Jeová formou um homem para lavrar e guardar esse Jardim, e capacitou-o soprando em seus narizes o fôlego da vida (Gn. 2:7). Esse fôlego da vida é a energia divina, espírito abundante. No livro de Jó lemos que o Todo Poderoso soprou em Adão o entendimento (Jó 32:8). Jeová equipou Adão para cuidar do Jardim. No Salmo oito lemos: “Pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo puseste debaixo de seus pés, todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves e os peixes do mar” (Sl. 8:5-8; Gn. 2:19-20). Mais tarde, vendo que o homem sentia solidão, tirou uma costela, e dela fez uma mulher para Adão. Ambos podiam desfrutar com Jeová do jardim de delícias. A única ordem de Jeová era não tocar na árvore da ciência do bem e do mal (Gn. 2:17).

Satanás, com suas manhas, entrou no jardim secreto de Jeová, e fez uma grande devastação. Contaminou a mulher, e esta tomou do fruto proibido e comeu. Depois deu ao marido e ele comeu com ela (Gn. 3:6). Foram os dois expulsos do paraíso, condenados à morte com a descendência, e o jardim fechado e lacrado com uma espada de fogo (Gn. 3:17-24). Quem foi o grande vencedor nessa história? Satanás, que não deu a mínima para a maldição de Jeová, e continuou na obra devastadora. Quatro mil anos mais tarde tentou derrubar Jesus Cristo (Lc. 4:5-8).

Houve um segundo confronto entre Jeová e Satanás. No tempo de Jó, que segundo alguns estudiosos, descendia de Esaú (Gn. 36:28). Houve um dia em que os filhos de Deus estavam reunidos, e Satanás estava entre eles como se nunca tivesse sido amaldiçoado por Jeová. E Jeová, amistosamente lhe disse: “Observaste meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus e desviando-se do mal? Ao que Satã retrucou, dizendo: Não o cercaste tu de bens? E a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra das suas mãos abençoaste, e o seu gado aumenta na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se ele não blasfema de ti na tua face. Jeová então disse: Eis que ele está na tua mão, somente contra ele não estendas a tua mão." Satanás então meteu fogo em tudo o que Jó tinha, destruiu seus rebanhos e matou seus sete filhos e as três filhas. Quem foi o vencedor neste confronto? Claro que foi Satanás. Jeová confessa no capítulo dois. Os filhos de deus estavam novamente reunidos, e lá estava Satã, que tinha livre acesso em tudo o que Jeová fazia. Ao vê-lo, Jeová novamente lhe diz: Notaste meu servo Jó, homem sincero e reto, temente a deus e desviando-se do mal, havendo-me tu incitado contra ele sem causa? Satanás investe novamente contra Jeová, dizendo: Estende tua mão e toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema de ti na tua face. Então saiu Satanás da presença de Jeová e feriu Jó de uma chaga maligna (lepra). Quem venceu esta batalha? Satanás venceu, pois Jó padecia sem motivo, e Jeová não livrou da mão de Satanás (Jó 1:6-12; 2:1-7). É verdade que no fim da vida de Jó, Jeová mudou seu cativeiro dando-lhe o dobro de tudo quanto perdeu, e ainda gerou mais sete filhos e filhas (Jó 42:12-13). Esta segunda bênção de Jeová não desfaz a vitória de Satanás sobre ele, e também os novos dez filhos não substituem os perdidos na maldição. Em hipótese alguma, um novo filho tira a dor do primeiro quando morre.

Mas Jeová e Satanás tiveram outro grande confronto, e este foi terrível, Jeová é o criador de Israel. “Assim diz Jeová, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, tu és meu” (Is. 43:1-3). Jeová criou Israel para a sua Glória (Is. 43:7). O povo de Israel era testemunha de Jeová neste mundo (Is. 43:12). Jeová se declara o rei de Israel (Is. 43:15). Jeová também afirma que os israelitas eram seus filhos. “Então dirás a Faraó: Israel é meu filho, meu primogênito” (Ex. 4:22). Esses filhos de Jeová não eram santos, e se esqueceram do seu deus e pai. Jeová então, irado, os despreza com fúria infernal, mandando pragas, pestes, setas mortíferas (Dt. 32:18-25). O povo, sofrendo as vinganças de Jeová, queixa-se e acusa-o, dizendo que Jeová, seu pai, é que os faz desviar para o mal(Is. 63:16-17). O fim desse povo foram dois cativeiros. O primeiro na Assíria 720 anos antes de Cristo, e o segundo na Caldéia, 600 anos antes de Cristo. Israel foi passando de mão em mão até o tempo de Cristo, quando estava sob o jugo romano. E Jesus então diz aos religiosos judeus: “Vós tendes por pai o diabo” (Jo. 8:44). Nessa grande disputa para saber quem era o pai de Israel, quem saiu vencedor? Satanás. Como aconteceu isso ninguém sabe. Houve uma quarta peleja entre esses dois gigantes guerreiros. Jeová declarou: “Assim diz Jeová deus que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz; que dá respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela” (Is. 42:5). “Eu criei a terra, e criei nela o homem, eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens” (Is. 45:12). “Louvai a Jeová desde os céus, louvai-o nas alturas” (Sl. 148:1). “Louvai-o, Sol e Lua; Louvai-o, todas as estrelas. Louvai-o, ó céu dos céus. Louvem o nome de Jeová, pois mandou, e logo foram criados” (Sl. 148:3-5). E Jeová declara que fundou os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo (I Sm. 2:8). Declara também que a terra, o mundo, e os que nele habitam lhe pertencem (Sl. 24:1; 89:11). E Jeová garante que o mundo se firmará para sempre, pois ele reina (I Cr. 16:30-31). E Jeová afirma, que reina, e por isso o mundo se firmará para sempre, para que não se abale (Sl. 96:10; 93:1). Pois bem. Paulo declara outra coisa. “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm. 8:20-21). Alguém, mais poderoso que Jeová abalou a terra, o mundo, e as criaturas, e mantem tudo cativo (I Jo. 5:19).

O problema grave é que Jeová declarou que tudo está nas suas mãos e sob controle, e que nenhum deus pode abalar o seu poder, e ninguém escapa das suas mãos (Dt. 32:39). Declarou, também que o que determina, ninguém pode mudar (Is. 14:27). E disse também que só ele opera tudo, e ninguém pode impedir (Is. 43:13). Sendo assim, nessa batalha, o vencedor foi Satanás, pois subjugou a criação de Jeová, e este mundo está em suas mãos (I Jo. 5:19). E Pedro revela que este mundo, do qual Jeová garantiu que se firmará, será queimado a fogo (II Pd. 3:7). Satanás reina absoluto com os troféus da vitória sobre Jeová, isto é, os homens. Cristo veio par libertar das mãos de Satanás (At. 26:16-18).

Uma coisa, porém, assusta e assombra. Qualquer cristão fiel e cheio do Espírito Santo, quando se defronta com alguém possesso de Satanás, levanta o braço, e ordena. Sai dele Satanás, pois eu te repreendo. E Satanás, convulsionando-se sai. É assombroso. Cristo não vai descer da glória para lutar contra Satanás. Nós somos os grandes vencedores contra ele.

PASTOR LUIZ CARLOS SANTOS

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Alma Pode Separar-se do Espírito?

Pergunta:

“Lendo seus artigos sobra alma, gostaria de saber o que vocês acham dos livros do Watchman Nee, que separa alma do espírito.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante do que qualquer espada de 2 gumes, e penetra até ao ponto de dividir a alma e o espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12).

Esse texto deixa claro que alma e espírito podem ser divididos, portanto são 2 elementos com 2 naturezas distintas".

Resposta:

Há duas interpretações sobre a composição físico-espiritual do homem. A primeira, defendida pelos “tricotomistas”, diz ser o homem formado de corpo, alma e espírito. A segunda, a dos “dicotomistas”, sustenta que o homem possui apenas corpo e alma, sendo esta dividida em duas substâncias: a alma propriamente dita, ligada aos nossos sentimentos, e o espírito, que tem consciência e possui o conhecimento de Deus. O Antigo Testamento não faz muita distinção entre alma e espírito: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida. E o homem foi feito ALMA VIVENTE” (Gn 2.7).

O termo “espírito” deriva do hebraico “ruah”, do grego “pneuma”, do latim “spiritus”, e significa sopro, hálito, vento, princípio de vida. Logo, nossa parte imaterial ou espiritual foi formada de uma parte da essência (do sopro) de Deus (Ez 3.19; Pv 23.14; Sl 33.19). O Novo Testamento também não estabelece uma clara distinção entre os dois termos: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47). Outras referências: Hb 4.12; 1 Ts 5.23. Jesus disse: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Antes, porém dissera: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mt 26.38).

A verdade é que o homem possui uma parte material (o corpo) e uma imaterial (o espírito) formadas por Deus. Quando esta parte imaterial se relaciona com a carne (sensações, emoções, vontade), chama-se ALMA; quando serve de ligação com Deus, chama-se ESPÍRITO. Considero ser esta uma explicação razoável.
Quanto à “divisão da alma do espírito” (Hb 4.12), o texto, objeto da consulta, não está afirmando que esses dois elementos podem ser separados em algum momento. Na verdade, o texto enfatiza o poder da Palavra, como espada, capaz de separar o inseparável.

“Ordinariamente, os escritores sagrados referem-se ao homem como sendo um composto de corpo e alma, ou corpo e espírito, e não de corpo, alma e espírito, a não ser as passagens em 1 Co 15.44 e 1 Ts 5.23; e em Hebreus 4.12, em que se faz distinção entre a alma animal e a racional, para fins de pura argumentação” (Dicionário da Bíblia, John D. Davis). Uma tese equilibrada sobre o assunto é a seguinte:

“Em geral os escritores bíblicos, de uma forma especial os do Antigo Testamento, não fazem distinção precisa entre psyche, alma animal, que é a parte inferior do ser humano, e pneuma, espírito ou alma racional, parte superior do homem. Por isso é comum o uso de ambos os vocábulos como designando uma mesma coisa. Escreve Scofield: “Sendo o homem `espírito´, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com ele; sendo `alma´, ele tem conhecimento de si próprio; sendo `corpo´, tem através dos sentidos, conhecimento do mundo”. O corpo é tabernáculo da alma, a alma a sede da personalidade, e o espírito o canal de comunhão com Deus”

segunda-feira, 21 de março de 2011

Entrevista com o Zangief Kid [LEGENDADO]


Nem Todas as Portas que se Abrem são Deus que abre.

Há uma guerra incessante acontecendo na vida de todos. Não é a batalha da lei versus a graça. Esta já foi ganha por Jesus na cruz. É sim a guerra do Espírito versus carne: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si...”, Gl 5: 17. A palavra Espírito está em maiúscula e, na gramática, isso significa que se trata de uma pessoa. Observe que Espírito e carne são opostos, são inimigos. Por não estar atento a isso, há cristãos que vivem no campo da derrota. Então, o que é necessário para ser vitorioso?

Vejamos:

Conhecendo a carne

Neste texto, carne não significa corpo ou matéria, não significa o palpável, o gerado e concebido por uma mulher. Não é o corpo físico. Por isso é que o nosso corpo não é a sede de todos os pecados. Quem pensa dessa forma está desvirtuando a Palavra de Deus deixada para orientação de nossas vidas.

Há cristãos que estão equivocados com esta passagem da Bíblia. Para muitos, o seu corpo tem sido o culpado vital de seus fracassos. Porém, esse texto faz alusão à natureza humana. No contexto, os pecados mencionados como obras da carne são pecados espirituais manifestados através do corpo, Gl 5: 19-21. A origem, a sede é a natureza humana; o corpo é apenas um instrumento que pode ser usado para satisfação da carne ou do Espírito, Gl 5: 16 e 24.

Andar a partir do senso e razão pessoal implica em viver sem a orientação de Deus, executar o próprio querer sem se importar com o querer de Deus. E é justamente nesse ponto que muitos cristãos têm tombado e perdido a guerra. Policiam tanto o corpo e se esquecem de tomar conta de suas intenções e vontades. Não conseguem se render inteiramente a Deus e ao Espírito Santo, que é o agente ativo na vida do cristão.

Assim, há uma guerra sendo travada na psique humana, isto é, a carne, as vontades pessoais, a razão humana lutam incansavelmente contra o Espírito. São duas vontades lutando em uma só mente. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”, Rm 7: 18-19.

Veja bem, Paulo desejava o bem, porém sua razão não propiciava o realizá-la. É a natureza carnal que faz com que o cristão realize coisas que não quer. Por exemplo: será que uma pessoa tem inveja por que quer? Ou será que tem ciúmes por que deseja?

Preste atenção no que Paulo afirma: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” - O que é isso? É guerra entre a natureza pecaminosa e a natureza Santa do Espírito. É guerra da vontade própria e contra a vontade de Deus. Na verdade, existe uma resistência involuntária da parte humana, e é esta resistência que cria este atrito espiritual, ou seja, é a nossa carne resistindo à vontade de Deus.

Conhecendo o Espírito

Mas que Espírito é este? Bem, este é o Espírito de Deus, o qual passa a fazer morada no coração humano quando este aceita a Jesus Cristo como seu Salvador. O Espírito Santo é o agente responsável em conduzir o crente a fazer a vontade de Deus.

Dessa forma, é possível entender porque há uma guerra irreconciliável instalada na mente do cristão. Esse texto de Gálatas é uma prova irrefutável de que existem dois antagonistas (adversários) agindo no coração do crente. Não há outra maneira para explicar o fato de que nem sempre o cristão obedece aos ditames de sua consciência. Se isso tem acontecido é porque existe um ser vivo resistindo e afrontando o nosso próprio querer. Este ser é o Espírito Santo que revela a vontade de Deus para todos.

Jesus não prometeu o Espírito Santo simplesmente para que falássemos em línguas estranhas. Também foi para auxiliar o cristão a subjugar o próprio eu, para fazer guerra contra a natureza carnal. Por isso, para que o crente ande no Espírito, o apóstolo Paulo recomendou: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”, Ef 5: 18.

Intimidade com o Espírito Santo é fundamental para uma vida cristã vitoriosa. Ele é o opositor da carne, é o que docemente constrange o crente a fazer a vontade de Deus. Agora que o leitor já conhece os antagonistas e um pouco desse conflito interior, pode-se perguntar: o que fazer para ser vitorioso?

Espírito x carne, quem vence?

Esta guerra nada mais é do que o querer do ser humano versus o querer de Deus. Pois bem, o ser humano é onisciente? É onipotente? É onipresente? Claro que não. O ser humano é impotente diante de Deus. Mas, mesmo sabendo disso, a natureza carnal se opõe à vontade de Deus. O resultado é a batalha que se trava na mente humana.

No dia-a-dia, o Espírito Santo não importa com os desejos da carne, e sim com o que Deus acha de uma situação. O Espírito tem a incumbência de fazer valer na vida do cristão a vontade do Senhor. Mas para que obtenha total êxito sobre a carne, é preciso que o crente aprenda a viver na dependência de Deus, que reconheça que o seu querer está contaminado pelo pecado, que assuma, de forma cabal, que é da sua natureza carnal que fluem os desejos pecaminosos, Mt 15: 19.

Muitos vivem na derrota porque não têm andado na dependência de Deus. O crente deve estar consciente de que só vencerá se render sua vida a Deus. Por esse caminho, o Espírito Santo tomará o controle total de sua vida. A carne será mortificada e o Espírito será vencedor. Jesus deixou um exemplo sobre o que é viver no Espírito: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”, Lc 22: 42.

Deus quer que o cristão tenha constantes vitórias. Mas para isso o Espírito tem que vencer a carne. Então o leitor deve viver no Espírito. Mas o que é viver no Espírito? Paulo responde: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”, Gl 2: 20.

Conclusão

A carne, na verdade, tenta constantemente nos impulsionar para baixo, para a derrota, enquanto o Espírito se esforça para nos impulsionar para cima, para a vitória. Porém, para que haja um vencedor, é necessário dar a sua contribuição, fazer a sua parte, que é se render ao agir do Espírito Santo de Deus. Seja um vitorioso.

quarta-feira, 16 de março de 2011


Escolhido! Você sabe quando Deus te escolheu?

Quantas vezes ouvimos essas palavras ou até falamos para outras pessoas:


“você é um escolhido de Deus”, “se você esta aqui é porque foi escolhido por Deus”.


Mas você já parou e meditou! Quando Deus nos escolheu!


Muitas vezes agente se acostuma a ouvir algumas palavras e não meditamos profundamente, nem procuramos origem delas e isso é um grande erro! Pois na própria palavra esta
escrita: “Conheceres a verdade, e a
verdade vós libertaras”
.


Talvez vocês estejam se perguntando, onde eu quero chegar falando tudo isso!


Se o titulo do post é: “Escolhido! Você sabe quando Deus te escolheu?”.


Estou querendo mostrar para vocês, é que Deus nos escolheu bem antes do que pensamos e imaginamos! Sabemos que somos “Embaixadores
de Cristo”,
que somos ”Raça Eleita”,
entre muitas outras palavras. Mas sabemos quando Deus nos escolheu, sabemos
quando Deus nos ungiu para sermos servo, para sermos filhos D’ele?!


Em Efésios 1:2 a 14, Paulo fala desde quando somos escolhidos por Deus e como ele nos abençoou antes de nascemos:


“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais, assim como nos escolheu, nele,
antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e
em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus
Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua
graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, na qual temos a redenção,
pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que
Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,
desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que
propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos
tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo no qual
fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz
todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor
da sua glória, nós, os que de antemão
esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da
verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados
com Santos Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao
resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.”.


Então pessoal, nessa passagem da bíblia vemos que Deus nos escolheu antes de criar o mundo, ou seja, antes de decidir como seria a mundo Ele escolheu os seus
escolhidos!, Deus nos ama tanto que primeiros nos escolheu, nos abençoou, nos
fez herança D’ele, só para depois começa a fazer o mundo!


E hora de pensar: será que estamos colocando o Senhor Jesus em primeiro lugar!?


Da mesma forma que Ele nos colocou em primeiro! Mesmo sabendo que somos falhos, pecadores...


Deus esta em 1º lugar?


Se você meu amigo, meditou e viu que DEUS, ainda não esta em primeiro lugar na sua vida! Agora mesmo coloque o rosto no chão e se humilhe peça perdão e fale para Deus
que a partir de hoje Ele, vai ser o primeiro em tudo na sua vida!


E se Cristo já esta como 1º na sua vida, nunca deixe de se humilhar e pedi forças para Deus, pois somos os primeiros que o inferno vai tentar derrubar e tentar nos
parar!



Que Deus os abençoe cada um de vocês!


Pastor Luiz carlos Santos




terça-feira, 8 de março de 2011

MEU PAI NAO TEMPO PRA FALAR COMIGO.


Meu Pai Não Tem Tempo Para Conversar Comigo


Gostaria muito de bater um papo com meu pai, mas ele anda tão ocupado. Mesmo quando ele chega em casa, seu cansaço é por mais visível; não me atrevo a chegar perto dele para falar nada; ainda mais, quando aquela ruga no meio da sua testa aparece, sinalizando que algo vai mal. Nestes momentos me mantenho a uma distância segura. Não tenho coragem de perguntar o que está acontecendo; embora eu ache que já sou grande o bastante para participar das decisões da minha família. Quem sabe, poderia eu ajudá-lo de alguma maneira?

Às vezes fico com a impressão de que eu sou o problema. Tenho feito de tudo para que ele sinta orgulho de mim; mas parece não notar e se nota nada fala; talvez para não dar o braço a torcer, manter a autoridade e não deixar acabar o respeito. Deve ser porque ele acha que assim produzo mais e serei mais homem. Sei que meu pai me ama; no entanto, ele nunca diz nada ou faz um gesto para demonstrar seu amor. Eu sinto orgulho dele, mas como ele, me silencio. Papai é um homem bom e trabalhador. Sua vida tem sido dedicada a família; ele ama a Deus e a mamãe profundamente.

Gostava mais do tempo quando eu era criança. Meu pai me dava mais atenção e brincava comigo freqüentemente. Sinto saudades daqueles dias. Naquela época, ele não ficava tanto tempo no trabalho e nem tinha tantas responsabilidades na igreja. Há um dia em especial que jamais esquecerei. Foi o dia no qual papai se tornou meu herói. Eu tinha uns seis anos.

Papai havia me presenteado com algumas bolinhas de gude. Não vendo a hora de revelar minhas habilidades com as bolinhas, fui para frente da igreja, onde havia um terreno vazio. Lá, a garotada apostava, jogando bolinha a valer. A criançada vibrou quando me viu chegar com o bolso cheio de bolinhas novinhas. Eles iriam se esbaldar; eu seria o “pato” da hora. Com apenas algumas jogadas os meninos maiores, sem dó nem piedade, me deixaram completamente “limpo”. Todas as minhas reluzentes bolinhas mudaram de dono rapidamente. Como o jogo era a “vera”, não havia nada que eu poderia fazer, a não ser me lamentar. Foi aí que papai chegou.

Na mesma hora, ele indagou o que estava acontecendo; pois notara a minha cara de choro. A princípio, com um jeito gentil e educado, ele pediu aos meninos que devolvessem as minhas bolinhas. Os garotos argumentaram que eu sabia que o jogo era pra valer; eles ganharam as bolinhas justamente. Papai respondeu que eu era muito pequeno e que não sabia o que estava fazendo. Além disto, eles haviam aproveitado da minha inocência, pouca idade, e falta de destreza com as bolinhas para ganhá-las de mim. Os jogadores ficaram impassíveis. Ninguém estava disposto a devolver as minhas valiosas bolinhas; elas eram toda a minha fortuna. Então, meu pai sentenciou: ''Se é justo vocês jogarem com meu filho, que é bem menor do que vocês, então será justo que eu também jogue contra vocês; me vendam algumas bolinhas e vamos reiniciar o jogo''.

Antevendo um bom negócio, imediatamente os meninos venderam algumas bolinhas para papai; meu pai seria o próximo ''pato''. Logo eles iriam recuperar as bolinhas e ainda ganhariam algum dinheiro. Fiquei de lado extasiado e feliz com a atitude de papai. Enquanto papai arregaçava as mangas da camisa, os meninos se entreolharam marotos. Iniciando o jogo, alguém gritou rapidamente, ''marraio!'' Com esta palavra, o esperto portador da voz desconhecida seria o último a jogar a bolinha em direção ao risco, o que lhe daria uma certa vantagem ao tirar o ponto para começar o jogo. Aquele foi o jogo mais espetacular que assisti em toda a minha vida. Uma a uma, as bolinhas eram atingidas por meu pai em ''buscadas'' certeiras. Eu, e os antes, impiedosos jogadores, mal podíamos acreditar no que estava acontecendo. Os meninos foram se rendendo a habilidade de papai; perderam todas as bolinhas. Uma lata cheia me foi entregue por papai. Abracei a lata de Neston, que eu mal podia carregar por causa do peso, tal era a quantidade de bolinhas. Olhei para os meninos com ar triunfante; agarrei a mão que papai me estendia e voltei para casa me sentindo o mais feliz dos mortais. Ainda hoje, quando me lembro dos olhares derrotados e maravilhados dos garotos, sinto um enorme orgulho de papai; mas mesmo assim algumas coisas teimosamente me incomodam.

Por que não consigo dizer para o meu pai o que sinto a respeito dele? Por que os pais têm tempo de passear com os filhos enquanto eles são pequenos e estão tão ocupados quando eles se tornam jovens? Por que não dá mais para segurar a mão de papai e caminhar ao seu lado como naquele extraordinário dia do jogo de bolinhas? Por que com o tempo os pais perdem a alegria e deixam de brincar com os filhos? Por que é tão difícil conversar com papai e somente trocamos algumas sílabas a cada semana? Porque papai ficou tão sério e arredio? Por que nossos assuntos se tornaram por demais diferentes e controversos? Por que ao invés de me defender, como antes, papai me culpa por tudo e me dá tanta bronca como se eu quisesse errar de propósito? Por que os mais velhos não vêem espiritualidade no riso e nas brincadeiras? Gostaria tanto de entender papai e conversar um pouquinho com ele.

Bem que Deus poderia me fazer entender todas estas coisas. Deus bem que poderia me emprestar meu pai pelo menos por um domingo. Assim poderíamos freqüentar os lugares da minha infância. Comer cachorro quente e pipoca; remar um barco e andar de bicicleta; chutar uma bola e mergulhar num rio; soltar pipa e subir numa árvore. Eu poderia então correr para os braços fortes de papai; ele me rodaria no ar até eu ficar tonto; nossas risadas gostosas se casariam uma a outra, e eu beijaria seu rosto, mesmo sendo arranhando por sua barba. Que tempo bom foi aquele; nos divertíamos a valer. Pena que tudo isto se acabou! Naquela época nós éramos realmente felizes! Papai era bem mais meu e eu não o dividia com ninguém.

Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: ''Jamais desista'', Editora Vida e ''Transformando lágrimas em vinho'', Editora MK.

Fonte www.estudosgospel.com.br

Leilão de Uma Alma Parte 1

https://youtu.be/t49K5DodkTk