segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por que escolher o Deus da Bíblia?

Por que escolher o Deus da Bíblia?


Existe um Deus ideal? Um que atenda aos critérios que muitos de nós considerariam importantes para um Deus? É possível que o Deus descrito na Bíblia seja esse Deus? Se você está curioso, continue lendo…

A natureza de Deus: um Deus que é maior do que nós

A humanidade fez grandes progressos nos últimos anos. Podemos, hoje, viver mais tempo do que nossos ancestrais; voar mais rápido que a velocidade do som e ter acesso ao mundo inteiro a partir de um teclado de computador. Mas enquanto tivemos progressos em algumas direções, parecemos ter regredido em muitas outras. Considere que desde 1960, houve um aumento de 560% de crimes violentos. A taxa de divórcio triplicou. A taxa de suicídio entre adolescentes aumentou 200%. 6.000 pessoas em torno do globo contraem HIV todo o dia. Cerca de 750 milhões de pessoas sofrem de fome crônica.

Infelizmente, a lista poderia continuar. Por exemplo, nas décadas recentes, testemunhamos um número recorde de guerras mundiais. Se a humanidade é o próprio Deus, parece que não está fazendo um trabalho muito bom. Mesmo com uma altíssima tecnologia, ainda temos crime, divórcio, conflitos raciais e fome imposta pelos governos. Desta forma, não seria ótimo ter um Deus que é maior do que a humanidade, um Deus que tem a capacidade de nos levar além de onde podemos ir sozinhos?

O Deus descrito na Bíblia é este Deus: Ele afirma ser o Criador do universo -transcendente, onisciente, todo poderoso, que sempre existiu e é o sustentador de todas as coisas. Ele diz: “Fui eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus; eu dispus o seu exército de estrelas.” (Isaías 45:12)“Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu.” (Isaías 46:9) “Eu sou … o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.” (Apocalipse 1:8)

A natureza de Deus: um Deus que pode ser conhecido pessoalmente

É comum, hoje em dia, pensar em Deus como um tipo de campo de força que existe em todas as coisas. Mas, mesmo se todas as coisas existem e são sustentadas pelo poder de Deus; a cada momento, Deus pode ser muito mais do que isto. Por exemplo, não seria melhor ter um Deus que é como um parente, irmão ou um amigo? Alguém com quem você pode falar e dividir seus problemas; de quem pode receber orientação; com quem pode ter uma experiência de vida? O que há de tão especial em um Deus impessoal, desconhecido e distante?

Apesar de sua grandeza e “alteridade”, o Deus da Bíblia é conhecível, e quer ser conhecido. Mesmo não sendo visível, nós podemos falar com Ele, fazer perguntas e ouvi-lo: Ele nos dará respostas e orientação para a vida. Na maioria das vezes, Ele dá essas respostas e direcionamentos através da Sua Palavra, a Bíblia. Muitos a chamam de a carta de amor de Deus para nós.

Qualquer pessoa pode ter com Deus o mesmo tipo de relacionamento que tem com um familiar bem próximo. Na verdade, aqueles que o conhecem, Ele os chama de filhos, noiva, amigos. Assim, o Deus da Bíblia é tudo menos impessoal. Ele fica zangado ou triste, mostra sua misericórdia, bondade e perdão – é um ser emocional. Ele também é intelectual, tem personalidade e engenhosidade. Podemos conhecer mais do que apenas meros fatos sobre Ele, nós podemos, na verdade, conhecê-lo intimamente como nosso melhor amigo: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro.” (João 17:3)

A natureza de Deus: um Deus que pode compreender a experiência humana

Alguns pensam em Deus como um ser remoto e distante, como se Ele tivesse criado o universo e, depois, deixado-o para que fosse operado por conta própria. Não seria melhor ter um Deus que se envolve com o universo; e especificamente, com o que acontece aqui na Terra? E o que dizer sobre as dificuldades particulares, responsabilidades e desafios com que, como seres humanos, temos de lidar? Não seria melhor ter um Deus que pudesse entender essas coisas, um Deus que de alguma maneira soubesse o que é enfrentar a vida no árduo mundo que Ele permitiu que existisse?

O Deus da Bíblia sabe o que é ser um de nós. Jesus Cristo não foi apenas o filho de Deus, Ele é o próprio Deus, que tomou forma e natureza humana. “No princípio era aquele que é a Palavra [Jesus]. Ele estava com Deus, e era Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.” (João 1:1, 14)

Sobre o filho de Deus, a Bíblia diz: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser.”(Hebreus 1:3) Ele é “a imagem do Deus invisível.” (Colossences 1:15) Ele é o “Deus Poderoso, Pai Eterno”(Isaías 9:6), que foi “encontrado em forma humana.” (Filipenses 2:8) “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Colossences 2:9) E “nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis.” (Colossences 1:16)

Jesus disse sobre si mesmo: “Quem me vê, vê o Pai.” (João 14:9) “Quem me vê, vê aquele que me enviou.”(João 12:45) E: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) Apesar de Ele ser plenamente Deus, Jesus também foi, de alguma forma, plenamente humano. Ele passou fome, dormiu, chorou, comeu. Ele enfrentou todo tipo de dificuldade que enfrentamos e ainda outras. Por isso, a Bíblia diz que Ele não é capaz de não “se compadecer das nossas fraquezas.” (Hebreus 4:15) Ele foi “alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15)

Assim, o Deus da Bíblia não se poupou da dor, do sofrimento e da maldade no nosso mundo. Ele enfrentou a vida como devemos enfrentar. Na verdade, ele teve uma vida muito humilde enquanto permaneceu neste planeta. Ele nasceu em um lar pobre, não foi bonito, sofreu preconceito e ódio, foi mal compreendido até mesmo pela própria família e amigos e foi executado de acordo com a lei.

A natureza de Deus: um Deus que realmente se importa conosco

A maioria de nós que ser aceita e amada. Queremos que as pessoas realmente se importem conosco, e não somente através de palavras superficiais. Queremos que seu carinho e respeito sejam provados em suas ações. Não seria a mesma verdade também a respeito de Deus? Ou seja, não seria ideal se Deus realmente se importasse conosco e nos desse provas tangíveis desse amor?

O Deus da Bíblia realmente se importa. Ele afirma isso em palavras. De fato, a Bíblia diz que “Deus é amor.”(1João 4:8, 16) Mas, palavras não comunicam cuidado e zelo tanto quanto as ações o fazem. É por isso que o Deus da Bíblia é tão único e impressionante. Ele realmente nos mostrou o quanto Ele se importa conosco: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1João 4:9-10) “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito[v], para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

O Deus da Bíblia afirma ser um ser perfeito e sagrado. “Deus é luz; nele não há treva alguma.” (1João 1:5) Como tal, Ele deseja um relacionamento consigo que seja limpo e puro. Para isso, Deus enviou seu próprio Filho para propiciar a nós um meio de nos tornarmos limpos diante de Deus. Jesus viveu uma vida moralmente perfeita, mesmo assim foi espancado, torturado e crucificado como “pagamento” por todas as coisas erradas que dizemos, fazemos ou pensamos (chamadas de “pecados”). Nesse sentido, Ele morreu no nosso lugar, por nossa causa: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (2Coríntios 5:21) “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade [pecados] de todos nós.”(Isaías 53:6)

Deus se importou tanto conosco que mandou seu Filho para morrer em nosso lugar, pelos nossos pecados. Isso mostra o quanto Deus queria conhecer a gente. Ele estava disposto a fazer o que fosse necessário… Lidar com nossos pecados era necessário. Agora podemos ser plenamente perdoados e começar uma relação com Deus sem nenhuma barreira.

A natureza de Deus: um Deus que tem tudo completamente sob controle

Todos as terríveis coisas do mundo provam que um Deus bom e todo poderoso não existe, certo? Não necessariamente. Mesmo um Deus perfeito poderia permitir acontecerem coisas ruins durante um tempo, como parte de um plano maior. Deus pode saber exatamente o que está acontecendo todo o tempo e só permitir tais coisas, como parte de um grande esquema.

O Deus da Bíblia é este Deus: Ele afirma que nada acontece na Terra sem que Ele permita. Ele é completamente soberano sobre todas as coisas: “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado?” (Lamentações 3:37) Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada.” (Isaías 46:10) “Mas os planos do Senhor permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações” (Salmo 33:11) “mas o que prevalece é o propósito do Senhor.” (Provérbios 19:21)

Isso não significa, entretanto, que tudo o que acontece é algo de que Deus gosta. Por exemplo, Jesus contou a seus discípulos como orar; nessa oração, uma das frases-chave era: “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10) A vontade moral de Deus é sempre feita no céu, mas não na Terra. Enquanto Deus é soberano sobre todas as coisas, Ele não gosta de tudo o que acontece na Terra. Mas por alguma razão, Ele permite essas coisas de acontecerem (sua vontade permissiva), talvez como parte da liberdade de escolha que temos como seres humanos.

O Deus da Bíblia tem um plano e não descansará “até que Ele tenha completado os seus propósitos.”(Jeremias 23:20) Qual é esse plano? O objetivo final de Deus é viver com as pessoas em um ambiente totalmente diferente do que conhecemos presentemente. Sobre o próximo mundo Deus diz: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Estou fazendo novas todas as coisas!”(Apocalipse 21:3-5)

A natureza de Deus: um Deus que dá significado e propósito à vida

Se você pensar em uma importante tarefa ou projeto que você completou, provavelmente lembrará da sensação de trabalho cumprido que você teve quando tudo foi terminado. É isto que você realmente quer para sua vida: amontoar coisas? Poderia haver um Deus que criou sua vida com propósito e que pode guiar você para viver esse propósito?

Sim. O Deus da Bíblia pode. Ele prometeu que pode fazer nossas vidas terem significado e propósito. Através de uma relação com Ele, nós podemos “fazer boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10) Nós podemos fazer uma diferença positiva na vida dos outros. Nós podemos nos tornar parte do seu plano principal.

O Deus da Bíblia também diz que, em uma relação constante com Ele, Ele pode dirigir nossos passos para assim fazermos aquilo que o agrada, em todo tempo: “reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3:6) Isso não quer dizer que a vida se tornará perfeitamente maravilhosa. Ainda haverá doença, problemas na vida e fracassos pessoais. A vida não se tornará perfeita, mas se tornará mais enriquecedora. O benefício de conhecer Deus, em suas palavras, são: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gálatas 5:22-23)

A natureza de Deus: um Deus que oferece verdadeira realização pessoal

Como amor e aceitação, a maioria de nós quer encontrar plenitude na vida. Parece ser algo semelhante a uma sede interior que deseja ardentemente ser satisfeita. Mas essa sede, mesmo com nossas tentativas, não consegue ser satisfeita por coisas como dinheiro, bens, romance ou mesmo diversão. Por isso, não seria ótimo se existisse um Deus que pudesse satisfazer nossa “sede”, um Deus cuja presença trouxesse um constante nível de satisfação à vida?

O Deus da Bíblia oferece a vida mais plena possível. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” Ele também disse: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede.” Assim, o Deus da Bíblia promete satisfazer aquele anseio interior que nada mais parece satisfazer. (Ele provavelmente nos fez de modo que seja esse exatamente o caso!)

O Deus Ideal

De acordo com a Bíblia, há apenas um único Deus verdadeiro, um único criador de todas as coisas. Mas esse Deus é um Deus ideal. Não podemos desejar que um outro Deus exista, mas mesmo que pudéssemos, porque o iríamos querer? O verdadeiro Deus já é o melhor Deus possível.

Este artigo deu simplesmente uma pincelada sobre como o Deus da Bíblia é. Se você tem o desejo de investigar o caso de forma mais profunda, você pode ler um livro da Bíblia chamado “João”. Se você estiver sendo sincero e se o Deus da Bíblia é real, não faria sentido que Ele se revelasse para você? Ele diz: “Amo os que me amam, e quem me procura me encontra.” (Provérbios 8:17 )”Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.” (Matteus 7:7)

Está pensando em como você pode conhecer esse Deus ideal? Basicamente, começar um relacionamento com Deus é muito parecido com começar um casamento. É preciso uma decisão para entrar nesse relacionamento por vontade própria. Da mesma forma, com Deus, é uma questão de dizer para Ele sinceramente ”eu aceito”.

Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dos mortos três dias depois e está bem vivo hoje. Ele agora oferece nova vida para nós, se confiarmos nele para o perdão dos nossos pecados: “Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:40)

Deus não julga as pessoas com parcialidade. Todos foram criados à sua imagem. Dessa forma, sua família eterna é descrita como “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas.” (Apocalipse 7:9) E nenhum pecado na sua vida pode impedi-lo de começar um relacionamento com Ele. Ele cuidou do problema do pecado na cruz, onde Jesus foi morto. Agora, é uma questão de você depositar sua fé na morte de Jesus, não importando o que você tenha feito no passado.

Uma vez que você começar um relacionamento com Deus, esse relacionamento é designado para durar por toda a eternidade. Mas também é designado a ser um relacionamento vivo e vital hoje, nesta vida, um relacionamento que irá crescer cada vez mais com o tempo. Como qualquer relacionamento, haverá altos e baixos, alegrias e dores. Mas você terá um relacionamento com o Deus que o criou para um único propósito: conhecê-lo.

Você sente Deus tocando o seu coração? Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei.” (Apocalipse 3:20) Se você gostaria de convidar Deus para entrar na sua vida agora mesmo, aqui há sugerida uma oração para guia-lo (o que é importante, no entanto, não é repetir palavras, mas ter um coração sincero):

Querido Deus, confesso que sou pecador. Obrigado por tomar todos os meus pecados sobre si, na pessoa de Jesus Cristo na cruz. Eu quero receber o seu perdão e entrar em um relacionamento pessoal com o Senhor. Eu peço que entre na minha vida como meu Salvador e Senhor, para ser o meu Deus deste dia em diante, e para me tornar a pessoa que o Senhor deseja que eu seja.

Se você gostaria de saber mais sobre como ter um relacionamento com Deus, veja “Conectando-se“. Se você tomou essa decisão, nós gostaríamos muito de saber. Por favor fale conosco. Mande também um e-mail para nós se você tiver qualquer pergunta sobre os temas levantados neste artigo, ou quiser mais informações sobre como conhecer a Deus ou quiser conectar-se a outros cristãos em seu campus.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Admirador ou Adorador?

Essa postura contemplativa é antiga, os gregos já adotavam esse comportamento: Assentavam-se à beira de um lago ou num belo jardim e ali ficavam horas acreditando que pelo fato de serem contemplativos chegariam mais perto de Deus ou daquilo que pensavam ser deus. Contemplavam, mas não tinham uma ação concreta. Quando Jesus encontra com a mulher samaritana, ele lhe diz algo que vai ao cerne de sua mente, de sua idéia de adoração. Está registrado em João 4: 23, 24 “ Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade ”. A exemplo tanto dos gregos, quanto da mulher de Samaria, é comum até os dias de hoje pessoas que são apenas admiradores de Deus, da igreja, da religião. Simpatizam-se, entretanto, não querem um envolvimento com a obra. Algumas posturas são nítidas nos admiradores: estão ali, sabem tudo o que acontece, estão atentos aos detalhes, mais atentos aos erros do que às virtudes. Por serem apenas admiradores, têm uma postura crítica. Jesus tinha muitos problemas com eles. Os fariseus, por exemplo, criticavam Jesus em tudo: se curava, era no dia errado, pois no sábado não podia acontecer milagres. Quando ressuscitou Lázaro, depois de uns dias queriam matar não apenas Jesus, mas também a Lázaro por ser agora uma testemunha viva do poder de Deus. Conseguiam atentar ao fato de os discípulos não terem lavado as mãos antes de comer, (isso era pelo ritual e não pela higiene) mas não conseguiam enxergar por dentro de si mesmos a sujeira, não da rua, mas do pecado que os fazia sepulcros caiados, como foram chamados pelo próprio Jesus. Estavam podres por dentro, mas sempre eram críticos, admiradores atentos ao que pressupunham estar contraditório, sem entretanto, agir de conformidade com a Palavra de Deus. Há muitos anos conheci uma pessoa que dizia assim: “ não quero me envolver. Gosto de chegar após o início do culto e sair antes do término, quero só receber oração, mas não quero cargo ”. Os admiradores estão sempre na defensiva, sempre certos, têm uma explicação lógica para essas posturas, não aceitam o confronto do Espírito Santo. A mulher samaritana ao conversar com Jesus estava pronta para fazer perguntas, para questionar Jesus: “ Como sendo tu judeu, me pedes de beber a mim que sou mulher samaritana ”? Ou, “ tu não tens com que tirar, e o poço é fundo ”. E ainda, “ És tu maior que o nosso pai Jacó que nos deu o poço ”? Jesus vai ao âmago da alma daquela mulher: “ Vai, chama o teu marido.... disseste bem: não tenho marido, porque tiveste cinco e o que agora tens não é teu marido ”. Ela reocupava-se também quanto ao lugar da adoração, se no monte ou em Jerusalém. Mas não conseguia enxergar seu pecado, sua contaminação moral. Jesus deixou claro que a postura é que valia não o lugar. Nunca pense em adotar essa postura de admirador, se por falta de esclarecimento tens permitido que isso faça parte de você, lembre-se do que foi dito à mulher samaritana: “ O Pai procura adoradores. Adorar é prostrar-se, é se entregar sem reservas, é obedecer, é estar pronto a agir pela causa do evangelho com base na Palavra, não naquilo que acha. É trabalhar, é abnegar. É ter compromisso.É dizer sim, pode contar comigo! A causa do evangelho nunca precisou de admiradores, precisou, e sempre precisa de gente para trabalhar. Esteja disponível! Pastor Luiz Carlos Santos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como Vencer a Depressao.


Texto: Salmos 62:1-2
Introdução:
1. Distinção entre o desânimo e a depressão.
a. O desânimo: Uma temporária sensação de desapontamento ou desalento resultantes de um giro de desvantagem dos acontecimentos - tanto material, social, emocional ou espiritual.
b. Depressão: Um prolongado período de desânimo que limita muito, ou mesmo destrói, a habilidade de agir como uma pessoa saudável e feliz.
I. As causas de depressão.
A. Tragédia física (ex: lesão de um acidente automobilístico ou o desenvolvimento de uma doença grave). Observe Lucas 5:31 e Romanos 5:12.
B. Privação da substância material. Mateus 6:11, Mateus 6:21, I Timóteo 6:7-8.
C. Trauma social (ex: abandonado pelo amigo, um amor não correspondido, etc.) Salmo 118:8; II Timóteo 4:16-17. Também considere a providência de Deus.
D. A morte de um ente querido (ex: cônjuge, pai ou filho). Gênesis 25:8; II Samuel 12:23, Mateus 8:11, Mateus 17:03; Lucas 16:9; Lucas 16:16. Nós podemos ser confortados pelo fato de que nosso criador está ciente do nosso sofrimento. Salmo 56:8, Salmo 103:13; II Reis 20:05, II Coríntios 1:3; Salmo 55:22. Perceba que todos os nossos sofrimentos serão removidos no céu. Apocalipse 21:4.
E. Culpa pessoal. Salmo 6:2-7; Isaías 57:20-21.
II. Vencendo a depressão.
A. Recuse a ser auto-centrado. Lucas 23:34.
B. Recuse a focalizar constantemente no negativo. Provérbios 16:24; Provérbios 23:7, Marcos 7:21-23 Filipenses 4:8;.
C. Permaneça espiritualmente ativo. Hebreus 10:25.
D. Busque a companhia de quem vai te levantar um pouco; e não as pessoas com problemas semelhantes (que tendem a levá-lo para baixo).
E. Se recuse a ser constantemente críticas dos outros.
F. Seja realista, não espere encontrar soluções rápidas e mágicas para seus problemas.
G. Lembre-se que você possui mais do que apenas um traço.
H. Aprenda a confiar em Deus, não importa quais sejam as circunstâncias. Provérbios 3:5-6.
Conclusão:
1. Deus quer que você seja feliz.
2. Mostre ao mundo a verdadeira alegria de viver a vida cristã.

Pr Luiz Carlos Santos Quartel Geral Mg

Tadas As Quintas Feiras Palestras Biblicas Em nossa igreja Tema é Como vencer a Depressao.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quando as forças se acabam


Quem nunca se sentiu esgotado? Quem nunca, algum dia, não perdeu a vontade de viver, de continuar lutando pelos sonhos? Acho que todos nós já passamos por momentos na vida que sugaram as nossas forças, que nos deixaram desgastados psicologicamente, espiritualmente, emocionalmente.. etc. Deus conhece o ser humano melhor que ninguém, ele sabe que nós ás vezes vamos precisar ser renovados. E por isso ele providenciou a renovação. É preciso prestar muita atenção neste versículo

Isaias 40:31

Mas os que ESPERAM NO SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

É preciso prestar muita atenção neste versículoele está falando que aqueles que aqueles que ESPERAM NO SENHOR serão renovados, ou seja, esperar no Senhor é a condição imposta para a renovação. Esperar, ás vezes é um processo doloroso. Vou colocar para vocês algo interessante sobre a águia.

A águia é a ave que possui maior longevidade da espécie. Chega a viver setenta anos. Mas para chegar a essa idade, aos quarenta anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos quarenta ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então a águia só tem duas alternativas: Morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cento e cinquenta dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só cinco meses depois sai o formoso vôo de renovação e para viver

então mais trinta anos.

Nao se entregue lute pois Deus está ao seu lado nessas lutas.o projeto semear 2011 tem trabalhado na cidade de quartel geral com o objetivo de tirar vidas da mao do diabo..participe desse projeto mandando um email para luizsantos.ev@hotmail.com com dicas e seu pedido de oraçao que Deus vos abençoe em cristo


Pr Luiz carlos santos


projeto semear 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."


Pastor Luiz Carlos Santos

terça-feira, 12 de abril de 2011


O GRANDE VENCEDOR


Jeová plantou um Jardim no Éden, da banda do oriente, e pôs ali o homem que havia formado (Gn. 2:8). E Jeová deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista e boa para comida (Gn. 2:9). E colocou nesse jardim de delícias a árvore da vida no meio, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Jeová sentia grande prazer em passear nesse jardim maravilhoso às tardes, na viração do dia (Gn. 3:8). Jeová formou um homem para lavrar e guardar esse Jardim, e capacitou-o soprando em seus narizes o fôlego da vida (Gn. 2:7). Esse fôlego da vida é a energia divina, espírito abundante. No livro de Jó lemos que o Todo Poderoso soprou em Adão o entendimento (Jó 32:8). Jeová equipou Adão para cuidar do Jardim. No Salmo oito lemos: “Pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo puseste debaixo de seus pés, todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves e os peixes do mar” (Sl. 8:5-8; Gn. 2:19-20). Mais tarde, vendo que o homem sentia solidão, tirou uma costela, e dela fez uma mulher para Adão. Ambos podiam desfrutar com Jeová do jardim de delícias. A única ordem de Jeová era não tocar na árvore da ciência do bem e do mal (Gn. 2:17).

Satanás, com suas manhas, entrou no jardim secreto de Jeová, e fez uma grande devastação. Contaminou a mulher, e esta tomou do fruto proibido e comeu. Depois deu ao marido e ele comeu com ela (Gn. 3:6). Foram os dois expulsos do paraíso, condenados à morte com a descendência, e o jardim fechado e lacrado com uma espada de fogo (Gn. 3:17-24). Quem foi o grande vencedor nessa história? Satanás, que não deu a mínima para a maldição de Jeová, e continuou na obra devastadora. Quatro mil anos mais tarde tentou derrubar Jesus Cristo (Lc. 4:5-8).

Houve um segundo confronto entre Jeová e Satanás. No tempo de Jó, que segundo alguns estudiosos, descendia de Esaú (Gn. 36:28). Houve um dia em que os filhos de Deus estavam reunidos, e Satanás estava entre eles como se nunca tivesse sido amaldiçoado por Jeová. E Jeová, amistosamente lhe disse: “Observaste meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus e desviando-se do mal? Ao que Satã retrucou, dizendo: Não o cercaste tu de bens? E a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra das suas mãos abençoaste, e o seu gado aumenta na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se ele não blasfema de ti na tua face. Jeová então disse: Eis que ele está na tua mão, somente contra ele não estendas a tua mão." Satanás então meteu fogo em tudo o que Jó tinha, destruiu seus rebanhos e matou seus sete filhos e as três filhas. Quem foi o vencedor neste confronto? Claro que foi Satanás. Jeová confessa no capítulo dois. Os filhos de deus estavam novamente reunidos, e lá estava Satã, que tinha livre acesso em tudo o que Jeová fazia. Ao vê-lo, Jeová novamente lhe diz: Notaste meu servo Jó, homem sincero e reto, temente a deus e desviando-se do mal, havendo-me tu incitado contra ele sem causa? Satanás investe novamente contra Jeová, dizendo: Estende tua mão e toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema de ti na tua face. Então saiu Satanás da presença de Jeová e feriu Jó de uma chaga maligna (lepra). Quem venceu esta batalha? Satanás venceu, pois Jó padecia sem motivo, e Jeová não livrou da mão de Satanás (Jó 1:6-12; 2:1-7). É verdade que no fim da vida de Jó, Jeová mudou seu cativeiro dando-lhe o dobro de tudo quanto perdeu, e ainda gerou mais sete filhos e filhas (Jó 42:12-13). Esta segunda bênção de Jeová não desfaz a vitória de Satanás sobre ele, e também os novos dez filhos não substituem os perdidos na maldição. Em hipótese alguma, um novo filho tira a dor do primeiro quando morre.

Mas Jeová e Satanás tiveram outro grande confronto, e este foi terrível, Jeová é o criador de Israel. “Assim diz Jeová, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, tu és meu” (Is. 43:1-3). Jeová criou Israel para a sua Glória (Is. 43:7). O povo de Israel era testemunha de Jeová neste mundo (Is. 43:12). Jeová se declara o rei de Israel (Is. 43:15). Jeová também afirma que os israelitas eram seus filhos. “Então dirás a Faraó: Israel é meu filho, meu primogênito” (Ex. 4:22). Esses filhos de Jeová não eram santos, e se esqueceram do seu deus e pai. Jeová então, irado, os despreza com fúria infernal, mandando pragas, pestes, setas mortíferas (Dt. 32:18-25). O povo, sofrendo as vinganças de Jeová, queixa-se e acusa-o, dizendo que Jeová, seu pai, é que os faz desviar para o mal(Is. 63:16-17). O fim desse povo foram dois cativeiros. O primeiro na Assíria 720 anos antes de Cristo, e o segundo na Caldéia, 600 anos antes de Cristo. Israel foi passando de mão em mão até o tempo de Cristo, quando estava sob o jugo romano. E Jesus então diz aos religiosos judeus: “Vós tendes por pai o diabo” (Jo. 8:44). Nessa grande disputa para saber quem era o pai de Israel, quem saiu vencedor? Satanás. Como aconteceu isso ninguém sabe. Houve uma quarta peleja entre esses dois gigantes guerreiros. Jeová declarou: “Assim diz Jeová deus que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz; que dá respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela” (Is. 42:5). “Eu criei a terra, e criei nela o homem, eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens” (Is. 45:12). “Louvai a Jeová desde os céus, louvai-o nas alturas” (Sl. 148:1). “Louvai-o, Sol e Lua; Louvai-o, todas as estrelas. Louvai-o, ó céu dos céus. Louvem o nome de Jeová, pois mandou, e logo foram criados” (Sl. 148:3-5). E Jeová declara que fundou os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo (I Sm. 2:8). Declara também que a terra, o mundo, e os que nele habitam lhe pertencem (Sl. 24:1; 89:11). E Jeová garante que o mundo se firmará para sempre, pois ele reina (I Cr. 16:30-31). E Jeová afirma, que reina, e por isso o mundo se firmará para sempre, para que não se abale (Sl. 96:10; 93:1). Pois bem. Paulo declara outra coisa. “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm. 8:20-21). Alguém, mais poderoso que Jeová abalou a terra, o mundo, e as criaturas, e mantem tudo cativo (I Jo. 5:19).

O problema grave é que Jeová declarou que tudo está nas suas mãos e sob controle, e que nenhum deus pode abalar o seu poder, e ninguém escapa das suas mãos (Dt. 32:39). Declarou, também que o que determina, ninguém pode mudar (Is. 14:27). E disse também que só ele opera tudo, e ninguém pode impedir (Is. 43:13). Sendo assim, nessa batalha, o vencedor foi Satanás, pois subjugou a criação de Jeová, e este mundo está em suas mãos (I Jo. 5:19). E Pedro revela que este mundo, do qual Jeová garantiu que se firmará, será queimado a fogo (II Pd. 3:7). Satanás reina absoluto com os troféus da vitória sobre Jeová, isto é, os homens. Cristo veio par libertar das mãos de Satanás (At. 26:16-18).

Uma coisa, porém, assusta e assombra. Qualquer cristão fiel e cheio do Espírito Santo, quando se defronta com alguém possesso de Satanás, levanta o braço, e ordena. Sai dele Satanás, pois eu te repreendo. E Satanás, convulsionando-se sai. É assombroso. Cristo não vai descer da glória para lutar contra Satanás. Nós somos os grandes vencedores contra ele.

PASTOR LUIZ CARLOS SANTOS

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Alma Pode Separar-se do Espírito?

Pergunta:

“Lendo seus artigos sobra alma, gostaria de saber o que vocês acham dos livros do Watchman Nee, que separa alma do espírito.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante do que qualquer espada de 2 gumes, e penetra até ao ponto de dividir a alma e o espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12).

Esse texto deixa claro que alma e espírito podem ser divididos, portanto são 2 elementos com 2 naturezas distintas".

Resposta:

Há duas interpretações sobre a composição físico-espiritual do homem. A primeira, defendida pelos “tricotomistas”, diz ser o homem formado de corpo, alma e espírito. A segunda, a dos “dicotomistas”, sustenta que o homem possui apenas corpo e alma, sendo esta dividida em duas substâncias: a alma propriamente dita, ligada aos nossos sentimentos, e o espírito, que tem consciência e possui o conhecimento de Deus. O Antigo Testamento não faz muita distinção entre alma e espírito: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida. E o homem foi feito ALMA VIVENTE” (Gn 2.7).

O termo “espírito” deriva do hebraico “ruah”, do grego “pneuma”, do latim “spiritus”, e significa sopro, hálito, vento, princípio de vida. Logo, nossa parte imaterial ou espiritual foi formada de uma parte da essência (do sopro) de Deus (Ez 3.19; Pv 23.14; Sl 33.19). O Novo Testamento também não estabelece uma clara distinção entre os dois termos: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47). Outras referências: Hb 4.12; 1 Ts 5.23. Jesus disse: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Antes, porém dissera: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mt 26.38).

A verdade é que o homem possui uma parte material (o corpo) e uma imaterial (o espírito) formadas por Deus. Quando esta parte imaterial se relaciona com a carne (sensações, emoções, vontade), chama-se ALMA; quando serve de ligação com Deus, chama-se ESPÍRITO. Considero ser esta uma explicação razoável.
Quanto à “divisão da alma do espírito” (Hb 4.12), o texto, objeto da consulta, não está afirmando que esses dois elementos podem ser separados em algum momento. Na verdade, o texto enfatiza o poder da Palavra, como espada, capaz de separar o inseparável.

“Ordinariamente, os escritores sagrados referem-se ao homem como sendo um composto de corpo e alma, ou corpo e espírito, e não de corpo, alma e espírito, a não ser as passagens em 1 Co 15.44 e 1 Ts 5.23; e em Hebreus 4.12, em que se faz distinção entre a alma animal e a racional, para fins de pura argumentação” (Dicionário da Bíblia, John D. Davis). Uma tese equilibrada sobre o assunto é a seguinte:

“Em geral os escritores bíblicos, de uma forma especial os do Antigo Testamento, não fazem distinção precisa entre psyche, alma animal, que é a parte inferior do ser humano, e pneuma, espírito ou alma racional, parte superior do homem. Por isso é comum o uso de ambos os vocábulos como designando uma mesma coisa. Escreve Scofield: “Sendo o homem `espírito´, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com ele; sendo `alma´, ele tem conhecimento de si próprio; sendo `corpo´, tem através dos sentidos, conhecimento do mundo”. O corpo é tabernáculo da alma, a alma a sede da personalidade, e o espírito o canal de comunhão com Deus”

Leilão de Uma Alma Parte 1

https://youtu.be/t49K5DodkTk